 Salvador terá ampla programação no Dia do Índio
A cultura indígena, de vital importância para a formação do povo brasileiro, será reverenciada pela Fundação Gregório de Mattos (FGM) durante as comemorações do Dia do Índio. No dia 19 haverá a conferência "O Tupi na Literatura e na Língua Portuguesa do Brasil", no salão nobre da Reitoria da Universidade Federal da Bahia.
Além disso, a FGM apóia a realização do seminário "Povos Indígenas da Bahia - Presença, Resistência e Perspectivas", que acontece de 26 a 28 de abril na Faculdade de Medicina do Terreiro de Jesus, iniciativa de entidades como Anaí, Cimi, Apoinme e Thydêwá.
Estudioso das línguas nativas brasileiras, Navarro vai traçar um panorama sobre a trajetória dos dialetos indígenas no Brasil, destacando o idioma tupi no processo de formação cultural do país. Segundo ele, na época do Descobrimento, centenas de línguas indígenas eram faladas no Brasil, mas nenhuma delas teve a importância do Tupi Antigo.
O professor levanta a hipótese da convivência de mais de uma língua no país, não fosse o decreto de Pombal. Lembra que o Tupi forneceu termos principalmente no campo semântico da fauna, da flora, da pesca, da caça, da culinária, participando de muitas expressões.
O idioma continuou sendo bastante utilizado até a metade do século XVIII, mas sofreu, segundo Navarro, um grande freio a partir de 1758, quando foi proibido em todo o território nacional pelo Marquês de Pombal, em nome do rei D. José I, que instituiu o português como língua única.
Além de ter publicado estudos diversos sobre o assunto, Eduardo Navarro também é o fundador da organização não-governamental Tupi Aqui, que propõe a inclusão do idioma no currículo do 2º grau. Para ele, o estudo do Tupi Antigo tem interesse histórico, geográfico e literário, pela sua importância na constituição do Estado nacional. 
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