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Alunos desenvolvem site sobre sexualidade
Por Mariana Parisi (Redação do Jornal Aprender)

Em pleno século XXI é difícil imaginar que ainda há jovens tão desinformados quando o assunto é sexo. Imagina-se que com a abundância de informação que há na mídia, na escola e nas rodinhas da turma esse assunto já esteja ultrapassado. Engana-se quem pensa assim. Um colégio da Zona Sul de São Paulo fez um levantamento que mostrou que muitos jovens, a maioria meninos, ainda enxergam o sexo como tabu. Os professores e a direção da escola chegaram a essa conclusão depois de conversar com vários alunos, em aulas de Ciências e Biologia, e verificar que o tema Sexualidade é pouco discutido em casa e ao mesmo tempo imposto de forma irresponsável por boa parte dos veículos de comunicação. Para tentar desmistificar um pouco o assunto, surgiu a idéia de produzir um site para acesso exclusivo dos alunos. O site está no ar desde o final do primeiro semestre e é inteiramente produzido e alimentado pelos alunos do Ensino Médio. Os conteúdos são basicamente artigos – escritos pelos próprios alunos – com ênfase em assuntos como aborto, DST’s e Aids, homossexualidade, gravidez na adolescência, virgindade e outros. De acordo com o professor Aleksej Kozlakowski Jr. que é parceiro dos alunos no desenvolvimento e na alimentação do site, o projeto ainda é um embrião e tende a crescer bastante, dado o interesse que vem despertando nos alunos. “O site emprega linguagem simples, adequada para adolescentes e pré-adolescentes, já que são eles mesmos os redatores”, explica o professor. Segundo a diretora pedagógica do colégio, Camila Rocha, os resultados da iniciativa são extraordinários, pois estão conseguindo desmistificar o assunto e levar os alunos a formar opiniões e encontrar limites quanto a diversos aspectos envolvendo sexualidade. A alternativa de desenvolver um site foi sem dúvida, um exemplo de como a escola deve procurar diferentes meios para trabalhar temas que trazem embutidos mitos e tabus. E a dica é que os colégios abordem sempre assuntos polêmicos nas salas de aula. Se não for possível criar um site, o ideal é que encontrem outros meios de comunicação para incentivar os alunos a lerem, pesquisarem e discutirem sobre o tema.

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